O sequestro de um pastor da universal – parte 2

Eu tinha chegado no país em algumas horas, já tinha conhecido um pouco do trabalho naquele lugar e estava motivado a levar Deus para aquelas pessoas, após as reuniões do dia, por volta das oito da noite, o pastor que me ajudava foi me levar para casa, e para nossa surpresa, em uma das ruas que fazia parte do nosso trajeto pra casa já havia 3 carros nos esperando.

Um carro ficou na nossa frente, os outros cercou atrás e os que estavam no outro carro dava as cordenadas, e já estava com a pistola na mão, eu imaginei que fosse um engano, talvez estivessem nos confundindo com alguém, por isso saí do carro e disse :

-“Calma, eu sou pastor.”

– “Eu sei, você é o pastor”- disse um deles.

Não entendi e quando me dei conta eles já me levaram para o carro e colocaram a pistola na minha cabeça. Eu permanecia com a cabeça baixa devido a ameaça da arma e após cerca de 40 minutos, eu estava no cativeiro.

Ao chegarmos, vi que havia cerca de dez carros e entraram num local semelhante a um estacionamento. Ao descer, já vendaram meus olhos, amarram minhas mãos e pés com cordas, e me jogaram em uma sala trancada, e ali fiquei envergonhado e humilhado.

Eu estava em cativeiro, em um país desconhecido sem saber o motive ou o desfecho e então comecei a perguntar a Deus o por quê?! Afinal, estava ali para ganhar almas, não tinha roubado ou matado.

Era uma tortura psicológica constante, eles diziam que já estavam com minha família em outro lugar, e eu ficava imaginando o que já estavam fazendo, se estavam abusando da minha esposa e da minha filha,se estavam machucadas, era terrível.

No desespero pelo dinheiro, os sequestradores diziam que não iriam fazer nada comigo,eles queriam apenas o resgate. Pediam 1 milhão, sendo que a igreja nao tinha nem mil pra dar.

Eles conversavam uns com os outros que tinham pegado o pastor errado, eu ouvia os estalos da arma, havia mulheres que queriam me servir algo pra comer e eu não aceitava, não conseguiria me alimentar numa situação tão desesperadora, com tanta preocupação. Até mesmo para orar, pois neste momento tudo que eu queria era falar com Deus, e eu tinha que orar em silêncio,

As horas passavam, já era madrugada de sábado e eu queria que Deus me tirasse dali para fazer a reunião pela manhã. Eles me pediam pra falar com o pastor do outro lado do telefone pra pagar o resgate, e eu sabia que a igreja nao iria negociar, até porque, não tinhamos dinheiro.

Em todo momento, eu pensava que iriam me matar, e então eu fiz uma oração, eu pedi a Deus socorro e algo surpreendente aconteceu, eu não sabia, mas naquele instante já havia uma corrente de oração entre todos os pastores para que houvesse o livramento.

Continua amanhã ás 10h (Brasília).

Alfredo Paulo – Curta minha página no Facebook

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